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Lydia Alpizar nasceu Costa Rica e vive no México desde 1996. Morou no Brasil por cinco anos, de 2010 a 2015. Considera-se uma mulher mesoamericana e latinoamericana, região a que tem dedicado seu ativismo feminista, um trabalho de grandes desafios. O relatório Defensores em perigo, publicado em 2016, aponta a América Latina como o lugar mais violento para defensores e defensoras de direitos humanos no mundo. Dos 185 assassinatos registrados em 2015, 122 ocorreram na região. As mulheres vivenciam situação ainda mais vulnerável que os homens. Ao assumirem liderança nas lutas por seus direitos, rompem a lógica sexista – também racista e heteronormativa – e assim enfrentam diversos tipos de ameaças. Em 2010, um grupo de seis entidades de México, Guatemala, El Salvador, Honduras e Nicarágua criou a Iniciativa Mesoamericana de Defensoras de Direitos Humanos, com o objetivo responder a essa violência. Lydia integrou o comitê impulsor da iniciativa, como diretora-executiva da AWID, cargo que ocupou até janeiro de 2017. Socióloga, é formada no Programa de Treinamento de Advocacy em Direitos Humanos do Centro de Estudos de Direitos Humanos da Universidade de Columbia (Nova Iorque).
Jornalista e mestre em Gênero, Sociedade e Políticas pela Faculdade Latino-Americana de Ciências Sociais (Flacso) Argentina. Entre 2016 e 2017, atuou como consultora de comunicação do Centro Feminista de Estudos e Assessoria (CFEMEA), organização para a qual editou o livro Bem viver para a militância feminista.
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