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Polemos, guerra ou luta no idioma grego, é uma obra que trata das origens e das repercussões da obra de Darwin, no século e meio que sucedeu à sua publicação, e dos debates, muitas vezes acalorados e violentos, que produziu. Até hoje, nas áreas mais conservadoras do Sul e do Centro-Oeste dos Estados Unidos, “criacionistas” e fundamentalistas bíblicos negam a evolução e o processo de seleção natural proposto pelo grande biólogo inglês. O darwinismo é um divisor de águas que, na época, foi considerado revolucionário por alguns e subversivo por outros. O Autor, diplomata de carreira, embaixador, escritor e professor aposentado da Universidade de Brasília, onde lecionou durante sete anos, procurou analisar não a teoria biológica propriamente dita, mas as conseqüências ideológicas, sociais, políticas e filosóficas dessa obra monumental. Aceitando embora o princípio básico da evolução e da seleção natural, atuante há milhões de anos da vida neste planeta, vida cujo surgimento continua um mistério insondável, Meira Penna reconhece que a doutrina é incapaz de explicar esse enigma supremo que é o espírito ou a mente humana. A pergunta é simples: pode um macaco, depois de milhões de anos de tentativas estocásticas, escrever a obra de Shakespeare, pintar o teto da Capela Sistina ou conceber a Teoria da Relatividade de Einstein? Polemos reconhece apenas que o mistério de nossa consciência se depara com mais perguntas do que as que existiam quando se acreditava apenas que, em seis dias, criou Deus o Céu, a Terra, a vegetação e os animais que a cobrem, criando igualmente esse Ser, talvez único no Universo, que somos todos nós, homens.
Nascido no Rio de Janeiro, em 1917, graduou-se bacharel em Ciências Jurídicas e Sociais pela Universidade do Brasil. Participou de cursos na Universidade de Columbia, em Nova York, no C.G. Jung Institut, em Zurique, e do Curso Superior de Guerra na ESG, em 1965.
Entrou para a carreira diplomática por concurso, em 1938. Serviu durante a guerra na China e na Turquia (1940- 1949), bem como na Costa Rica e no Canadá (1950-53). Foi membro da Missão permanente do Brasil nas Nações Unidas, em Nova York, no período de 1953 a 1956. Foi chefe da Divisão Cultural do Itamaraty, em 1956; cônsul-geral em Zurique (1960- 1963) e embaixador na Nigéria. Atuou como secretário-geral adjunto para a Europa Oriental e Ásia no MRE, em 1966. Foi embaixador em Israel (1967- 1970), assessor do ministro da Educação (1971-1973) e embaixador do Brasil na Noruega, no Equador e na Polônia, onde se aposentou (1974-1981).
Foi professor da UnB de 1982 a 1989. É jornalista e escritor. É membro do Conselho Técnico da Confederação Nacional do Comércio e da Academia Brasiliense de Letras e presidente do Instituto Liberal de Brasília. É membro da Sociedade do Mont Pèlerin. É autor de diversas obras, entre elas: Cândido Pofúncio: uma estória contada por um idiota; Da moral em economia; Quando mudam as capitais; Nietzsche e a loucura.

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