A educação das relações étnico-raciais e o ensino de história: Propostas de implementação em sala de aula
Palavras-chave:
Educação das relações étnico-raciais, Ensino de história, Sala de aulaSinopse
"O livro escrito por Carina Santiago se insere neste contexto, já que, ao mesmo tempo em que apresenta perguntas instigantes e novos desafios para educadores, escolas e para a formação inicial e continuada de docentes, contribui para a criação e aprimoramento de novas práticas pedagógicas, especialmente na interface dos campos da Educação das Relações raciais (ERER) e da Educação de Jovens e Adultos (EJA). Tanto as reflexões teóricas sobre a EJA e sobre a ERER, quanto as sugestões de atividades a serem desenvolvidas no âmbito das relações raciais, da história da África e dos africanos e dos afrodescendentes no Estado de Santa Catarina são motivos mais que suficientes para recomendar a leitura deste livro. Além disto, embora tenha como foco a história da cidade de Desterro, atualmente Florianópolis, as reflexões teóricas apresentadas pela autora, possibilitam que seus insights e suas sugestões sejam perfeitamente aplicados em outros contextos geográficos, problematizando aquilo que Chimananda Adichie tem chamado de "O perigo das histórias únicas". Por fim, creio que as lições deixadas pelo presente livro reforçam, em nós, a compreensão e certeza de que o aprendizado sobre história e cultura africana e afro-brasileira não deve se restringir a uma demanda profissional de docentes dos campos de história, geografia ou literatura ou, por outro lado, tomado como compromisso exclusivo de negros e negras, professores e/ou militantes. Como destaca a
própria autora, na parte final da introdução, “a apresentação de experiências de populações de origem africana para além da escravidão, humanizando e evidenciando modos de vida estruturados a partir de necessidades diversas ao sistema ocidentalizado” foi orientada por uma preocupação de “que o texto contribua efetivamente para uma escola mais plural e acolhedora, e que os sujeitos se sintam valorizados em seu pertencimento étnico-racial”.
Prof. Dr. Rodrigo Ednilson de Jesus
Universidade Federal de Minas Gerais
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